terça-feira, 11 de dezembro de 2012

N'um novo tempo - II


Deixemos nossos gatos soltos e as portas abertas. É o começo de uma nova era. O céu é bem azul, como costumava ser antes de estarmos distantes, movidos por fatos corriqueiros e sem importância.
As janelas cerradas não nos guardam mais do nosso presente divino.
Os sinos batem no horário certo, que é quando devemos estar orando, não nas igrejas, mas em nossas próprias casas.
Um futuro cheio de boas promessas começa agora.
Não estamos mais nos deixando pesar em vão.
Voltamos a ser semente, e nossos frutos serão bençãos soltas e leves ao ar celestial.
Não tememos o fim, nem o meio, nem o início. Estamos abertos a novas e grandes possibilidades, e aceitamos aquilo que nos vem com muito esmero, sem cobiçar os talentos alheios, sabendo assim que nada é menor ou maior, e que tudo está no lugar certo, escolhido pelas mãos perfeitas do criador.
Honramos nossos corpos, nossas mentes e espíritos, e gozamos de nossa liberdade com prazer provido apenas do amor.
Soltamos nossas correntes desnecessárias, e nos ajudamos diariamente, como num sonho bom, que não nos incita a acordar.